Funcionários de hotéis e estádios nos EUA ameaçam greve às vésperas da Copa do Mundo
Torneio internacional, realizado de 11 de junho a 19 de julho, será sediado por Estados Unidos, México e Canadá
O Philadelphia Stadium, que receberá partidas da Copa do Mundo de 2026. (Mitchell Leff/Getty Images) Trabalhadores de estádios e do setor de hotelaria dos Estados Unidos ameaçam entrar em greve às vésperas da Copa do Mundo, mostrou uma reportagem do jornal britânico The Guardian divulgada nesta terça-feira, 9. O torneio internacional, realizado de 11 de junho a 19 de julho, será sediado por EUA, México e Canadá.
Em Los Angeles, na Califórnia, cerca de 2 mil funcionários do SoFi Stadium representados pelo sindicato Unite Here Local 11 votaram com 96% de aprovação a favor de uma greve. Eles reivindicam um novo contrato com aumentos salariais e proteção contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), que implementa um cerco à imigração a mando do governo de Donald Trump.
As regras de credenciamento da Fifa exige que trabalhadores divulguem seus status de imigração para participar dos eventos da Copa. Além do Unite Here Local 11, sindicatos ACLU e LAANE apresentaram uma queixa formal à agência de proteção de privacidade e ao departamento de Justiça da Califórnia contra a política da Fifa. A jogo dos EUA contra o Paraguai está marcado para esta sexta-feira, 19, no SoFi Stadium.
“Só estamos tentando fazer as coisas serem justas”, disse Eva Miles, bartender do estádio SoFi há cinco anos, ao The Guardian. “Sem nós, eles não teriam um estádio. Eles iriam cozinhar? Iriam servir as bebidas? Iriam atender essas pessoas?”
Já em Seattle, 94% dos funcionários de um hotel próximo ao Lumen Field, onde serão realizados seis jogos da Copa, votaram a favor de uma greve. Cerca de 100 trabalhadores demandam aumentos salariais, seguro saúde durante todo o ano, proteção contra o ICE e melhorias no quadro de efetivo.
Por sua vez, na Filadélfia, contratados de seis hotéis representados pelo sindicato Unite Here Local 274 ameaçam entrar em greve durante os jogos. Eles exigem um acordo, ou interromperão os serviços a partir de 12 de junho.
Fonte: Veja









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