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Campo Maior,31/05/2026

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Policial militar acusado de matar motorista em Campo Maior é indiciado, diz advogado da família da vítima

O advogado publicou uma nota em suas redes sociais informando o caso. De acordo com ele, o agente de segurança estava de folga quando tirou a vida do motorista e apresentou-se na Delegacia Seccional em seguida alegando ter agido em legítima defesa


Policial militar acusado de matar motorista em Campo Maior é indiciado, diz advogado da família da vítima Criminalista Hartônio Bandeira e a vítima, Francisco Werick

O advogado criminalista Hartônio Bandeira, que defende os interesses da família de Francisco Werick Silva Alves, morto em 25 de julho de 2025, aos 19 anos, no Bairro Fripisa, em Campo Maior, informou nesta segunda-feira (25) que o acusado do crime, identificado como Hesron Gonçalves de Sousa e Silva, policial militar, foi indiciado pela Polícia civil.

O advogado publicou uma nota em suas redes sociais informando o caso. De acordo com ele, o agente de segurança estava de folga quando tirou a vida do motorista e apresentou-se na Delegacia Seccional em seguida alegando ter agido em legítima defesa, tendo sido liberado posteriormente.

Na ocasião, Eliane Martins, dona do imóvel onde ocorreu a morte de Francisco Werick, prestou depoimento à polícia e confirmou que o policial, autor do disparo, era seu namorado. Segundo Eliane, o agente estava em sua casa desde a tarde anterior ao crime.

Ela relatou que, por volta das 2h, acordou com um barulho na porta da cozinha e chamou o namorado para verificar o que estava acontecendo. Em seguida, ouviu um disparo e, segundos depois, mais alguns tiros. Eliane afirmou que não viu quem atirou, nem visualizou a vítima, pois não teria saído de dentro de casa em momento algum.
A mulher declarou ainda que só reconheceu a vítima, que era seu vizinho, após um policial mostrar-lhe uma fotografia. Também afirmou que tentou acionar o 190 logo após os disparos, mas não conseguiu contato.

A maioria dos portais de notícias do estado publicaram que Francisco Werick teria sido alvejado ao tentar invadir a residência de Eliane Martins, na rua Alberto Bona Neves, Bairro Fripisa, mas os bastidores da história apontavam para um cenário diferente, onde haveria um suposto triângulo amoroso envolvendo Werick, a mulher e o policial militar lotado em Teresina, no BEPI. Versões extraoficiais da história davam conta de que Werick já estaria na residência quando o militar chegou ao local.
Em seu depoimento, Eliane negou qualquer envolvimento afetivo com Werick e reafirmou que mantinha um relacionamento apenas com o policial. Até então ela era tratada apenas como testemunha no inquérito.



O criminalista declarou ainda na nota, que após diligências, buscas e apreensões e perícias técnicas, os resultados mostrararam que o policial militar mentiu e alterou os fatos do crime. O indiciamento do agente do BEPI ocorre, portanto, 10 meses após o ocorrido.

De acordo com o site Jus Brasil, o indiciamento é o ato formal e privativo do delegado de polícia que, ao final ou durante um inquérito policial, aponta a pessoa, alvo da investigação, como provável autora ou participante de um crime, com base nas provas reunidas.
Após o indiciamento, a autoridade policial conclui o inquérito e o envia ao Ministério Público. O promotor ou procurador analisa as provas e decide se arquiva o caso, solicita novas diligências, ou oferece uma denúncia formal. Se o juiz aceitar a denúncia, o indiciado vira réu e responde a um processo judicial.


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