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Campo Maior,10/05/2026

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“Minha dor fica menor ao saber que o coração dela segue vivo”: mãe fala sobre o primeiro Dia das Mães sem a filha de 7 anos

Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, em um acidente com um quadriciclo na fazenda da família, em fevereiro.


“Minha dor fica menor ao saber que o coração dela segue vivo”: mãe fala sobre o primeiro Dia das Mães sem a filha de 7 anos

O Dia das Mães deste ano será de saudade para Cynara Ferreira após a morte da filha caçula, Marina Ferreira Rocha, de 7 anos, em um acidente com um quadriciclo na fazenda da família, em fevereiro. Mesmo diante da dor, a mãe decidiu doar os órgãos da criança, entre eles o coração.

“A semana toda foi difícil. Minha dor fica menor ao saber que o coração dela segue vivo. É saber que o fim da vida dela aqui foi digno da alegria da Marina. Ajudar outras seis crianças que vão poder continuar vivendo não tem preço nem explicação. Isso conforta a gente”, declarou Cynara.

coração de Marina salvou a vida da pequena Sophia Vitória, de 1 ano e 8 meses, diagnosticada com cardiopatia dilatada e internada no Hospital do Coração de Messejana, em Fortaleza.


Marina ainda passou quatro dias na UTI até a confirmação da morte encefálica. Durante esse período, Cynara e as filhas, de 15 e 11 anos, colocavam as músicas preferidas da criança, contavam histórias e faziam pinturas.

A mãe destacou o quanto a morte de Marina impactou outras pessoas e criou uma corrente de amor e generosidade sem tamanho. Até hoje, a família recebe carinho e orações de pessoas de diversos lugares do país.

“Após o acidente, às vezes eu paro e penso no outro lado. Porque a dor dos pais que vão doar é grande, mas a dor dos pais que têm uma criança esperando um órgão é muito difícil. É dormir sem saber se o seu filho, no outro dia, estará vivo, e você não ter o que fazer. Isso me toca muito, porque a doação de órgãos no Brasil é muito difícil”, contou.

“Saudade não é dor”


Desde a morte de Marina, a casa da família virou um lugar de acolhimento para os parentes: “um lugar de chorar e sorrir”. A mãe revelou que todos os dias encontra sinais da presença da filha, seja em um bilhete deixado dentro da Bíblia, em desenhos ou em composições escondidos pela casa.

“Eu acredito que o luto a gente aprende a conviver, não como dor, mas como uma saudade feliz dos momentos bons que você teve com a pessoa”, declarou.

Segundo Cynara, Marina era uma menina muito alegre, com sede de viver e que, por onde chegava, preenchia os lugares. Ela tocava instrumentos, escrevia músicas, fazia ginástica, balé e natação, e estava sempre querendo fazer mais.

“A gente nunca sabe o dia de amanhã. Se eu puder dizer alguma coisa para vocês, eu digo: aproveitem os momentos, registrem e guardem tudo, porque, quando acontece alguma coisa, o que fica são as memórias boas que a pessoa teve com a gente. Não deixe para depois um abraço, um beijo. Eu fimava muito a Marina, tirava muitas fotos e hoje isso é um acervo que eu tenho”, destacou.

Fonte: Clube News




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