Walton Carvalho
Brasileiros atacam novamente e a vítima da vez é Jin Caviezel
Os brasileiros são insuportáveis quando querem e eu posso falar, porque sou brasileiro. Estão invadindo aos milhares as redes sociais de Caviezel e enchendo os comentários com "informações" sobre o financiamento de "Dark Horse",
Todo mundo sabe que os brasileiros são terríveis na hora de pegar no pé de alguém na Internet. Foi assim com Tyler James Williams, de Everybody Hates Chris (quase enlouqueceram o pobre), com a galera lá de Portugal, nossa Guiana Brasileira ou Pernambuco em Pé, como queiram, e agora a vítima da vez é Jin Caviezel. Mas quem é Jin Caviezel?
Nada mais, nada menos que o astro principal de A Paixão de Cristo, de 2004, filme dirigido pelo outro astro, Mel Gibson. E não é que pegaram esse outro coitado... para Cristo?
Os brasileiros são insuportáveis quando querem e eu posso falar, porque sou brasileiro. Estão invadindo aos milhares as redes sociais de Caviezel e enchendo os comentários com "informações" sobre o financiamento de "Dark Horse", o novo filme do ator norte-americano de 51 anos, que conta sobre a vida de Bolsonaro.
Não me pergunte que viagem é essa, por que um ator de primeira grandeza, norte-americano, está interpretando Jair Bolsonaro em um filme chamado Dark Horse. Eles dizem que a expressão tem a ver com um tipo de azarão, alguém improvável que conquista um pódio. Mas soa estranho pra gente, né não?
Lá no perfil de Jin Caviezel estão comentando a rodo sobre esse episódio de Flávio Bolsonaro cobrando dinheiro do Daniel Vorcaro. Estão dizendo, em português e em inglês, que o filme foi financiado com dinheiro de corrupção, outros chegaram a dizer que foi com dinheiro roubado de aposentados. Mas são muitos comentários mesmo.
A polarização é assim: Se o acusado é do outro lado, é corrupto mesmo, é criminoso mesmo e tem que ser preso. Mas se é do meu lado, aí não, tem que ver, tem que aguardar, ele vai esclarecer e tudo vai ficar bem. E no caso do Flávio e dos áudios a Vorcaro, os "apologetas" dele estão se saindo melhor que ele próprio. Primeiro veio o silêncio, depois a negação, para alguns a perplexidade, para outros profunda decepção. Para muitos, no entanto, a explicação dele bastou. "Financiamento privado, para uma filme privado e nada de Lei Ruabet. Segue o jogo e Flávio president!"
Meu irmão, Caviezel deve estar se perguntando: "Onde eu fui amarrar meu burro?". Cara é muita doideira. O Brasil definitivamente não é para amadores.







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