Fachin diz que 'autoridade do cargo não confere privilégio' e promete medidas em breve após mensagens de Vorcaro a Moraes
Magistrado prometeu anunciar medidas cabíveis após analisar as evidências do caso
Foto: Gustavo Moreno/STF O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), se manifestou nesta quarta-feira, 2, sobre a crise institucional que se instaurou sobre a Corte após a divulgação do relatório da Polícia Federal que indica aproximação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
"A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal", afirmou o ministro, que disse que irá anunciar medidas cabíveis e necessárias após concluir a análise do caso.
Antes, Fachin iniciou a nota reforçando ser "dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição".
"Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza", continuou.
A declaração ocorre no dia seguinte à quebra do sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe diálogos entre Moraes e Vorcaro. A quebra foi autorizada pelo ministro André Mendonça após jornais iniciarem o compartilhamento de informações vazadas.
Nas mensagens, trocadas entre 4 e 17 de novembro de 2025, Vorcaro parecia pedir ajuda a Moraes com relação ao caso Master. O conteúdo das conversas indica que o ex-banqueiro poderia ter conhecimento antecipado de medidas que seriam cumpridas na primeira fase da Operação Compliance Zero, que culminou em sua primeira prisão dias depois.
Fonte: Portal Terra









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