Walton Carvalho
Joaquim Barbosa tem sua pré-candidatura à presidência oficializada pelo Democracia Cristã
Mas infelizmente, o brasileiro atualmente não vota por currículo, vota em narrativas.
Joaquim Barbosa entrou para o STF no início das anos 2000. Esteve à frente de julgamentos de casos importantes, que colocaram políticos e empresários poderosos no xilindró. Lembro dos embates dele com o ministro Gilmar Mendes.
Muitos achavam que ele iria sair candidato na época, ao congresso ou à presidência mesmo. Mas de repente, lá em 2014, ele se aposentou. Do nada, ao menos pra gente. Será que foi só estresse mesmo, do tipo, eu não preciso disso, ou ele foi ameaçado? Vai saber.
Mas, pra mim, continua sendo um sujeito sério, de postura austera, de conduta limpa. Eu estava vendo alguns comentários e objeções à candidatura dele, e a maioria era do tipo: "Ele foi indicado ao STF pelo Lula", "Abandonou o país quando mais precisa dele", "Vai apoiar o Lula no Segundo Turno", "É engomadinho demais" e até um "é feio" surgiu. Reparou? Nada sobre a conduta moral dele. Pode até ter, não sei.
Enfim, eu votaria fácil nesse senhor. O Brasil ganharia com um presidente com essa postura. O Brasil teria orgulho de um presidente assim.
Mas infelizmente, o brasileiro atualmente não vota por currículo, vota em narrativas. Temos dois candidatos majoritários e um deles vai perder. Sim, porque o que vai contar mesmo, não é quem vai ganhar. O que vai ditar as eleições não é o quanto um candidato é querido, ou capacitado, ou tem vida pregressa limpa, mas sim a rejeição ao outro. E isso para mim é uma sinuca de bico a qual eu me recuso a aceitar.
Se você, eleitor, fizesse parte do conselho administrativo de uma grande empresa e tivesse que escolher um novo diretor executivo, alguém que ficaria responsável pelo destino dessa importante empresa, da qual dependem muitas famílias, quais critérios você usaria na sua escolha?
O que é certo para mim é que NÃO votarei por rejeição. Que se dane o voto útil!








COMENTÁRIOS